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Ecstasy - Campanha de Prevenção
A Associação Juvenil da Ilha Terceira leva a efeito, amanhã, dia 1 de Outubro, pelas 23.00h, no Bar "Petiscaly", uma Campanha de Prevenção do uso e abuso de Ecstasy, campanha em que serão distribuídos folhetos e outro material alusivo à matéria.
Esta acção de prevenção surge no âmbito de uma parceria entre a AJITER e o Governo Regional dos Açores, por intermédio da Secretaria Regional de Assuntos Sociais, para a prevenção do mau uso e abuso deste tipo de substância psico-activa. Esta acção conjunta enquadra-se de sobremaneira no Programa Regional de Prevenção do Uso e Abuso de Substâncias Psicoactivas/Droga.
Seguidamente faz-se a transcrição de um artigo publicado no jornal "Diário Insular", o qual explica a necessidade desta Campanha:
PREVENÇÃO JÁ ARRANCOU
Consumo alarmante de ecstasy nos Açores
6/Agosto/2005
A adesão ao ecstasy entre os jovens açorianos obrigou ao lançamento de uma campanha de prevenção. O consumo é cada vez mais precoce.
A “popularização” do ecstasy nos Açores explica o lançamento, ontem, da campanha “O ecstasy não é inocente”, para a prevenção do consumo da substância.
A secretaria regional dos Assuntos Sociais espera, com esta iniciativa, alertar a opinião pública, sobretudo as crianças e jovens, para o perigo do seu consumo.
Um estudo do sociólogo Alberto Peixoto indica que na região cerca de três por cento dos jovens com menos de 15 anos já experimentou ecstasy, a par dos 2,6 por cento, entre os 16 e 20 anos, que consomem regularmente.
Depois de acções dirigidas aos pais, profissionais de saúde e funcionários da acção social da região, “agora é a vez dos jovens e crianças”, como revelou o secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingo Cunha, que salientou como objectivos fundamentais da campanha “informar, esclarecer e educar para a prevenção”.
Serão distribuídos 1000 cartazes e 5000 folhetos pelas autarquias, casas do povo e casas de saúde, explicando como o consumo do ecstasy é prejudicial aos hábitos e estilos de vida saudáveis.
Outras acções no terreno estão a cargo da iniciativa Ondinha (“Ondinha prevenido, verão divertido”), em diversas praias do arquipélago. A campanha teve início a 25 de Julho e decorre até dois de Setembro nas zonas balneares das ilhas Terceira e S. Miguel e é dirigida a crianças e jovens em risco.
O consumo de ecstasy é, muitas vezes, o primeiro passo para a toxicodependência, levando, nas palavras do secretário regional dos Assuntos Sociais, a “efeitos demolidores”.
Domingos Cunha deixou claro que é urgente intervir. A substância “vive lado a lado com a juventude, sobretudo em eventos e festas de Verão”, afirmou.
As associações de jovens da Ilha Terceira e de Santa Maria, o Centro Comunitário da Terra-Chã, assim como a Associação Novo Dia e a Casa de Saúde de S. Miguel estão a braços com esta campanha, da qual se espera o mesmo êxito de outras realizadas na Europa.
Estudos da União Europeia demonstram que estas iniciativas foram um grande sucesso na prevenção.
A campanha a decorrer nos Açores aposta nos órgãos de comunicação social como meio potencial (“fonte útil”) de comunicação de mensagens educativas e preventivas eficazes.
A campanha “o ecstasy não é inocente” está abrangida pelo Programa Regional de Prevenção do Mau Uso e Abuso de Substâncias Psicoativas/Droga. O lançamento definitivo do programa será feito em Outubro.
DROGA RECENTE
O consumo de ecstasy começou a generalizar-se na década de 1980, passando a chamar a atenção dos media, pelo perigo dos seus efeitos, a partir de 1990.
A composição dos comprimidos não é de todo conhecida, sabe-se que congrega substâncias de outros medicamentos e que o preço de cada drageia pode rondar os 25 euros.
Num estudo recente feito em Portugal, Grécia, Irlanda, Finlândia e Reino Unido, concluiu-se que nos cinco países, o ecstasy é a segunda droga mais consumida, a seguir à Cannabis.
O consumo desta droga tem efeitos graves na saúde. Quem sofre de pânico, ansiedade, cansaço ou depressão, está entre as pessoas de maior risco, bem como os doentes com asma, epilepsia, hepatite, hipertensão, problemas cardíacos e insuficiência renal.
A curto-prazo existem sinais do consumo que se traduzem, por exemplo, em sintomas como a boca seca, perda de apetite ou convulsões.
A longo-prazo, o consumo de ecstasy reflecte-se em graves problemas do foro psicológico e respiratório. Insónia, edemas cerebrais e alterações do apetite são sinais evidentes das consequências.
Pico é o caso pior
Três em cada cem açorianos consumiu substâncias ilícitas pelo menos uma vez antes dos 15 anos de idade, revela o primeiro estudo sobre dependências realizado o ano passado na Região.
De acordo com dados de um estudo da autoria do sociólogo Alberto Peixoto, os Açores são a região do país com maior percentagem de população que já experimentou drogas.
Os elementos do estudo, recentemente publicados em livro, revelam que 10,8 por cento da população açoriana (26.100 indivíduos) já experimentou drogas ilícitas, enquanto a percentagem nacional é de 7, 8 por cento. O Pico é a ilha com maior percentagem de inquiridos que admitiram no estudo que já consumiu drogas ilícitas com 14,3 por cento, seguindo-se São Miguel com 13,2% Santa Maria (11,5%), Faial (11,4%,), São Jorge (9, 2%), Graciosa (8,8%) e Terceira ( 7,0%).
Sexta-Feira, dia 30 de Setembro de 2005
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