|
ENTRE A JUVENTUDE Bolsa de Formadores quer ampliar recursos humanos
A Associação Juvenil da ilha Terceira – Ajiter avança com uma Bolsa de Formadores/ Facilitadores direccionada para jovens de 18 a 35 anos de idade.
Tem como propósito acreditar um grupo de formadores, facilitadores ou animadores, especializados em diversas áreas, para partilhar os seus conhecimentos e, sobretudo, multiplicar a rede de jovens recursos humanos.
O método a utilizar compreende dinâmicas de Educação Não Formal e Formal. Menos para mais resultados. Esta poderia ser a frase-chave do mais recente projecto da Associação Juvenil da ilha Terceira – Ajiter no âmbito das suas actividades – a Bolsa de Formadores/ Facilitadores é um recurso para todas as associações juvenis que irá contribuir sobretudo para o alargamento da rede de jovens recursos humanos. Pretende ainda motivar o desenvolvimento de eventos, seminários e conferências incentivando a participação das camadas mais jovens da população na sociedade civil.
Em declarações ao nosso jornal, o presidente da Ajiter, Décio Santos, revela que a ideia surge associada às exigências relacionadas com os vários projectos que a Ajiter pretende desenvolver.
“São projectos cuja filosofia de intervenção foi alterada. Antes nós trabalhávamos numa lógica um tanto ao quanto mais massiva, orientada para grupos maiores, em estilo conferência. Agora sentimos a necessidade de trabalhar com grupos de proximidade mais restritos e específicos, e, em vez de termos a implementação de uma acção única, dividimos o trabalho por pequenos grupos mas multiplicando o número de acções no sentido de atingir o mesmo público-alvo”, explica. E justifica: “As exigências dos recursos humanos vão aumentando então vamos precisar de contar com mais formadores ou facilitadores”.
Para o efeito, adianta, e definindo o formador como aquele que transmite a informação e confere o conhecimento e o facilitador o que actua na óptica de debate e espaço de discussão, os requisitos são “mínimos”. Os membros devem residir nos Açores, compreender idades entre 18 e 35 anos, possuir o 9º ano de escolaridade e, fundamentalmente, “capacidade de comunicação”.
“Dinamismo também e perceber a lógica que está implícita no trabalho da Ajiter e na lógica de Educação Não Formal. Cada tipo – formador ou facilitador – será utilizado em função da sessão”, acrescenta o responsável.
Neste sentido, Décio Santos explica que existem diferenças entre as dinâmicas de Educação Não Formal e Formal, assegurando que a primeira não pretende minimizar a importância” da segunda mas, sim, actuar em complementaridade.
“Pretende apenas e só ser um complemento. Nós consideramos que a educação deve-se dividir entre ambos os espaços. Aliás na lógica de uma estratégia que tem sido incentivada e bem sucedida a nível nacional e europeu. Não é uma invenção nossa”, frisa.
Candidaturas a decorrer
Está a decorrer a entrega de candidaturas para fazer parte da Bolsa de Formadores/Facilitadores Ajiter até ao próximo dia 1 de Junho, às 17h00, sendo que a ficha de inscrição e o currículo devem ser enviados, via on-line, através da página oficial da Ajiter (www.ajiter.pt).
Numa segunda fase, segundo o dirigente associativo, depois de recebidas as candidaturas, o processo de selecção obedecerá a duas etapas em que na primeira serão seleccionados, no máximo, 25 jovens.
Esses jovens vão participar nas Jornadas de Formação de Formadores/ Facilitadores, uma iniciativa que, adianta Décio Santos, irá decorrer em Angra do Heroísmo nos dias 4 e 5 de Junho.
“É o primeiro momento formativo. Terá uma vertente teórica e uma prática. O objectivo passa pela intenção de facultar aos seus membros formação contínua na área de Educação Não Formal e também Formal, de modo a vir a promover Cursos de Formação de Formadores em ENF como Cursos de Formação de Formadores Certificados”.
Assim, daquele número inicial serão seleccionados os membros da Bolsa, que poderá integrar até duas dezenas de jovens, depois de verificadas as apetências demonstradas durante a acção formativa.
O mandato de membro da Bolsa tem a duração de um ano.
Métodos devem “ser revistos”
Questionado sobre o número de conferências e seminário que, em termos gerais, são promovidos um pouco por todo o país e a nossa região, Décio Santos considera que a quantidade não está em questão mas os modelos actuais.
“Não existem demasiadas conferências e workshops. O problema tem que ver com o modelo e as metodologias. As que são actualmente utilizadas pertencem ao século passado, precisam de ser revistas”, defende o presidente da Ajiter, ressalvando que o perfil de intervenção “não deve ser descurado”.
“É importante que essas iniciativas sirvam única e exclusivamente como potenciadores de todo o trabalho que cada instituição vai fazendo e não como forma de enriquecer um grupo de pseudo-intelectuais que aproveita a acção em benefício próprio”, remata.
Sónia Bettencourt
A União
Segunda-Feira, dia 17 de Maio de 2010
|